Memorial do Convento

Era uma vez um rei que fez promessa de levantar um convento em Mafra. Era uma vez a gente que construiu esse convento.

Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes. Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido. Era uma vez

Da edição 39 d' O Memorial do Convento, Caminho

Na outra margem, assente sobre a água, ainda longe, Lisboa derramava-se para fora das muralhas. Via-se o castelo lá no alto, as torres das igrejas dominando a confusão das casas baixas, a massa indistinta das empenas. (…)

(…) Lisboa ali estava, oferecida na palma da terra, agora alta de muros e de casas. (…)

SARAMAGO, José, O Memorial do Convento, Lisboa, Caminho, 1994, pp. 40/41

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José Saramago descreve Portugal do século XVIII quase como um conto de fadas, onde um rei, soldado maneta e uma bruxa confluem numa história mágica.

Podemos não reconhecer a Lisboa à qual Baltasar chega, mas através da obra de Saramago podemos vislumbrar a cidade antes do terramoto de 1755 e que destruiu grande parte de Lisboa.

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Ponto de Encontro: Casa dos Bicos

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